SEJAM BEM VINDOS!

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sábado, 30 de junho de 2012

As borboletas


Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas

Borboletas brancas
São alegres e francas
Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!
E as pretas, então . . .
Oh, que escuridão!

Vinicius de Moraes


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sábado, 23 de junho de 2012

ACERTEI NO ERRO



Quando me neguei, aceitei a todos
E a tudo e como ninguém me senti
O nada fecundo do mundo imundo.


(Desconheço o autor)


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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Adeus


Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos,
já não se adoçará junto a ti a minha dor.

Mas para onde vá levarei o teu olhar
e para onde caminhes levarás a minha dor.

Fui teu, foste minha. O que mais? Juntos fizemos
uma curva na rota por onde o amor passou.

Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te ame,
daquele que corte na tua chácara o que semeei eu.

Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste.
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.

...Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo adeus.

Pablo Neruda


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domingo, 17 de junho de 2012

SONHO


O sonho encheu a noite
Extravasou pro meu dia
Encheu minha vida
E é dele que eu vou viver
Porque sonho não morre.
Adélia Prado



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quarta-feira, 13 de junho de 2012

ESPERO-TE


Espero-te num poema
que não fale de pássaros
nem de borboletas,
onde a noite não tem estrelas
nem as ondas do mar beijam a areia.

Espero-te sem arco-íris
ou fénix renascida,
sem o vento a fustigar a copa das árvores,
as sombras caladas nas paredes,
sorrisos distorcidos pelos espelhos
ou janelas viradas para a linha do horizonte.

Espero-te sem palavras
que falem da lua,
do pôr-do-sol,
das cordas de uma harpa
ou do madrepérola
dos botões dum acordeão.

Espero assim,
como da primeira vez que te vi
e em que um único beijo nos prendeu.

Espero-te tal como és
sem artifícios,
sem poses ensaiadas,
sem cobrar o meu silêncio
ou mendigar o meu corpo.

Espero-te… como és,
na simplicidade…
na tua simplicidade.

(Francisco Valverde Arsénio)



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sábado, 9 de junho de 2012

A outra metade...


Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.

Fernando Pessoa


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quinta-feira, 7 de junho de 2012

NEM TUDO ´É SOL


.. Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se
-Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E quando haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...

Fernando Pessoa



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terça-feira, 5 de junho de 2012

EU TENHO MEDO...


Você diz que ama a chuva, mas abre seu guarda-chuva quando chove.
Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha.
Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra.
É por isso que eu tenho medo...
Você diz que me ama...

(Willian Shakespeare)



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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Libélulas-pensamento

Há momentos em que o silêncio impera,
há momentos em que a gratidão se impõe.
O burburinho lá fora é mero pano de fundo,
moldura para o que a mente encerra:
pensamentos quais libélulas transparentes,
cintilantes, a pousar tão docemente
aqui e acolá sem se fixar definitivamente.
Assim pode ser o meditar:
deixar as libélulas-pensamentos livres para voar,
não tentar prendê-las, só observar...

(Maria Francisca Motta)
http://mariafranciscamotta.blogspot.com.br



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