sábado, 22 de maio de 2010
Carlos Drummond de Andrade
Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 19 de maio de 2010
AMEI-TE
Amei-te,
Humilhei-me em prantos.
Humilhei-me em prantos.
Desconexos
Perplexos.
Vivi para ti,
Esqueci família
Esqueci amigos
Esqueci de mim...
E tu me olhas-te
Longamente, me olhaste
E me ignoraste.
Esquecido de mim
Esquecido do que dei.
Mais tarde agradeci
O desencontro
De mim e de ti.
Só eu fui invulgar
Tu foste vulgar!
Não merecias
Meu sonho de encantar.
Pára no deserto de meu caminho
E eu te ame,
Na fragilidade da poesia.
Amei-te,
Desconhecia o amor
Mas te dei meu calor
E perdi meus passos.
Me olhaste longamente,
longamente me olhaste
Como sempre o fizeste,
Mas nada restou.
Deixei de respirar,
Parece que morri
Na superfície lisa
Que atravessei.
Meus versos deixaram
de cantar.
Ficou meu pranto,
Preso ao luar
E eu morri...
Por te amar!
Maria Luísa
http://os7degraus.blogspot.com/
sábado, 15 de maio de 2010
Venham festejar conosco!!!
Nosso blog está em festa!!!
Comemoramos o marco das 3 mil visitas e,
convido a todos para levar o link e assim,
comemorar conosco.
Este eu ofereço a você!

Comemoramos o marco das 3 mil visitas e,
convido a todos para levar o link e assim,
comemorar conosco.
Este eu ofereço a você!
Um grande abraço e brindem comigo!
Tim tim!!!
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Isto não é um poema...
"Como a solidão mata
Parado sem saída
a flecha da dor infinita
atingiu meu peito
Sem conseguir falar de tanta dor
ou pelo menos me mexer
chorei discretamente,
no meio do deserto sozinha ,
sem comida,
sofrendo sem um mundo feliz
eu ficava só tremendo.
Acho que estava com febre,
e parecia que meu pé estava pegando fogo
e este fogo só aumentava,
dominando minha mente.
Nåo sabia o que fazer,
só sabia que
eu tinha um eterno desejo de viver,
encontrar novamente quem eu amo,
encontrar a saída da morte
que parece ser tão solitária e vingadora
que só quer mais nada,
mais nada só de fazer lamentar por tudo que fez
e não pensar em mais nada,
mas eu já estava ciente que ia morrer agora
e sabia que se fizesse isso não adiantaria.
Só fiz uma coisa:
com muito esforço peguei meu cantil
com reflexo dele me olhei pela ultima vez,
tomei o ultimo gole da água cristalina
e disse minhas ultimas palavras :
' Não tenho que temer a isso, tenho que olhar para cima e simplesmente achar que tudo o que eu fiz foi maravilhoso e agora só desejo uma única e simples coisa , que todos lembrem de mim com respeito' e depois disso morri, mesmo sabendo que estava vivo".
OBS: Isso não foi um poema, foi uma estória que eu imaginei.
Mariana
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes
domingo, 9 de maio de 2010
Mãe
É com imensa satisfação que posto aqui uma declaração
de amor da minha única filha Milena que, atualmente
vive em Cuiabá/MT.
Mãe
Obrigada pela sua força
Obrigada pela sua preocupação
Obrigada pelas suas lágrimas
Obrigada pelas suas broncas
Obrigada pelo seu sorriso sincero
Obrigada por me ensinar como me portar diante da vida
Obrigada por me mostrar o melhor que há em mim
Obrigada por tentar confiar em mim e às vezes não conseguir
Obrigada pela sua imensa coragem e pelos 10 anos que passou na Grécia
Obrigada pelos presentes enviados por você, em nome do meu pai
Obrigada pela sua existência e pelo seu amor
Obrigada por ser a minha MAMIS....
Milena
Um beijo filha amada,
obrigada
sexta-feira, 7 de maio de 2010
MÃE NÃO EXISTE, MÃE É!
Mãe não pede, mãe dá.
Mãe não dorme, mãe cochila.
Mãe não planeja, mãe faz.
Mãe não magoa, mãe perdoa.
Mãe não cança, mãe luta.
Mãe não desiste, mãe persiste.
Mãe não ama, mãe É AMOR!!!
Á você que é um AMOR de mãe,
Uma homenagem da,
Marineide
http://marciagrega.blogspot.com
http://brasigrega.blogspot.com
http://gregapoemas.blogspot.com
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Ser mãe
Agradeço ao meu amigo Sidney por
este lindo poema em homenagem
às mães.
Ser mãe é ter responsabilidade
É lutar contra os obstáculos
É a cuidadosa e educadora dos teus filhos
É ter carinho, é um ser amável.
Ser mãe é ser batalhadora
É ter no coração muitos objetivos
É alguém que doa a vida a favor da sua família
É alguém em busca de conquistas.
Ser mãe é ser exemplo de pessoa
É ter consciência, autenticidade e coerência
É muitas vezes desvalorizada
É válida para todas as horas necessitadas.
Ser mãe é lutar pelos seus direitos
É lutar contra as injustiças e preconceitos
É propor regras e limites
É mulher digna de honra e respeito.
Ser mãe é ter fé, amor e esperança.
É conquistar o seu espaço
É uma criatura celeste e admirável
É merecedora de beijos e abraços!
de Sidney Alves das Virgens
Divisópolis - MG - por correio eletrônico
http://www.pucrs.br
terça-feira, 4 de maio de 2010
Deixa Que Te Leve.
Deixa que te leve,
Caminhemos pelas ondas,
Mansas, sonolentas,
Sedentas de tudo.
Deixa que te leve,
Ao encontro dos sonhos
Sonhados,
Nunca encontrados.
Deixa que te leve,
Ao meu jardim encantado
Com flores de mil tons
E clarões alaranjados.
Deixa que te leve,
Através da multidão
Que corre,
Sem piedade.
Deixa que te leve,
Para meu recanto breve
Onde tudo canta
E é leve.
Deixa que te leve,
E sejas meu, finalmente
E esqueçamos o mundo
De forma breve.
Deixa que te leve,
Ao encontro de espelhos
Diluídos na noite de agasalhos
E aguardemos
E nos amemos
Como sabemos.
Deixa que te leve,
A escutar meu silêncio,
De palavras perdidas
Num canto agreste.
Deixa que te leve,
Não contes o tempo
Talvez se esqueça
De mim, de ti
E nos deixe ficar...
E acredita,
Outros se buscam no espelho!
Maria Luísa
Maria Luísa Adães tem um
blog “Prosa Poética” e,
convido a todos para uma
visita. É só clicar no selo abaixo.
Um abraço a todos.
sábado, 1 de maio de 2010
SOU EU
QUEM SOU EU?
ONDE É QUE ESTOU?
ASSIM COMO ESTOU
É O QUE EU SOU?
EU SOU O ‘EU’?
OU SOU O “EGO”?
SE FAÇO O QUE QUERO,
NÃO FAÇO O QUE PREFIRO.
QUEM QUER É O EGO,
QUEM PREFERE É O EU.
UMA PARTE DE MIM É PASSAGEIRA,
A OUTRA PARTE, CONTINUA...
DUAS CRIATURAS E UM SÓ CORPO.
TRANSITÓRIA E PERENE.
EU SOU O QUE SOU!
Marineide,10/09/09
A imagem é da Mel Gama,
www.melgama.com
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