quarta-feira, 13 de julho de 2011
As Sem - Razões do Amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
E com amor não se paga.
Amor é dado de graça
É semeado no vento,
Na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 10 de julho de 2011
Perfeição
O chato de ser homem
É não poder falar de amor
É não poder contar a dor
Sem que por fraco o tomem
O chato de ser homem
É ter que chorar escondido
É ter que adorar contido
Já que os machos só comem
O chato de ser homem
É fingir-se de valente
É abrir garrafa no dente
Quando os abridores somem
Janes
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Feliz - IDADE
Caminhe em frente
Com SerenIDADE,
Permaneça sempre
Com IntegrIDADE,
Com IntegrIDADE,
Domine o mundo
Com VoracIDADE,
Com VoracIDADE,
Transforme tudo
Em Sua RealIDADE.
Em Sua RealIDADE.
Não se detenha
Em EspecificIDADE;
Pois ela engana
Sua CapacIDADE,
Sua CapacIDADE,
De sentir as coisas
Na TotalIDADE,
Na TotalIDADE,
Assim atrasando
Sua FelicIDADE.
Sua FelicIDADE.
Não se iluda
Com a MaturIDADE,
Pratique tudo
Com SincerIDADE,
Deixe que flua
Sua SensibilIDADE,
Mantenha enfim
Sua DignIDADE.
CãRiùá -TaTaRaNa.
Este poema foi feito pelo meu amigo
Cariuá por ocasião de meu aniversário
ontem!
Obrigada amigo!!!
Cariuá por ocasião de meu aniversário
ontem!
Obrigada amigo!!!
domingo, 3 de julho de 2011
Antes do Nome
Não me importa a palavra, esta corriqueira.
Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe,
os sítios escuros onde nasce o "de", o "aliás",
o "o", o "porém" e o "que", esta incompreensível
muleta que me apóia.
Quem entender a linguagem entende Deus
cujo Filho é Verbo. Morre quem entender.
A palavra é disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda,
foi inventada para ser calada.
Em momentos de graça, infreqüentíssimos,
se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão.
Puro susto e terror.
( Adélia Prado)
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Quando...
Quando falar sobre sonhos,acorde para vive-los na melhor lucidez do seu dia!
Quando falar de Paz, faça-o no rumor da guerra para ser ouvido!
Quando falar de calor, estenda a mão!
Quando falar de felicidade, acredite nela!
Quando falar de amor, pense no semelhante!
Quando falar de amizade, pense em mim!
Quando falar em Deus
Ele pensa em você!
quinta-feira, 23 de junho de 2011
EU QUERO MAS...
“Dizem que a gente tem o que precisa.
Não o que a gente quer. Tudo bem.
Eu não preciso de muito.
Eu não quero muito.
Eu quero mais.
Mais paz.
Mais saúde.
Mais dinheiro.
Mais poesia.
Mais verdade.
Mais harmonia.
Mais noites bem dormidas.
Mais noites em claro.
Mais eu.”
Caio Fernando de Abreu
terça-feira, 21 de junho de 2011
POÉTICA
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Manuel Bandeira
domingo, 12 de junho de 2011
AO MEU ETERNO NAMORADO!!!
Na pele um arrepio da paixão
Na boca o gosto doce do seu beijo
Na mente a sua figura atraente...
No olhar a eterna sedução
Nos lençóis o perfume da atração
Meu amado sempre vou te querer
Mesmo longe é impossível te esquecer...
sábado, 11 de junho de 2011
Medo
Medo é desejo, é puro sentimento,
É coisa muito ruim, também é sofrimento,
Segurança ou não, fique bem atento,
Ele não tem jeito, tem o gosto do vento.
O medo foi feito para nossa proteção,
Muitos usam ele contra o coração,
Um frio no estomago, pura sensação,
Mexa, remexa, controle essa emoção.
Sentimento ou não ele é invisível,
Dispara o coração, é inadmissível,
O maior dos sentimentos e muito sofrível,
Humano ou não, seu sabor é terrível.
Quem pode usá-lo, faz com louvor,
Humilha qualquer um, o medo a seu favor,
Pânico, perigo, uma cena de terror,
Uma simples esquina, pode ser um horror.
O medo abre porta, da vida e da morte,
Depois de aberta, a vida pela sorte,
Nada engraçado, fazer o próprio corte,
Nessa hora o mais difícil é ser alguém forte.
Se você não percebe, é fácil reparar,
O medo aparece no globo ocular,
A menina dos olhos começa a aumentar,
Não precisa ser médico para isso enxergar.
Uma grande ironia é a luta por viver,
Tudo que consegue é sobreviver,
Mandado ou não, quem vai aparecer,
O medo, a sorte, o intimo do ser.
Lourivaldo Delfino
sexta-feira, 3 de junho de 2011
PRIMEIRO UMA COISA DEPOIS OUTRA
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